
Isso porque, de acordo com informações do diretor da Faculdade de Ciências da Saúde (FACS), Antônio Leite, a maioria dos 24 médicos recém-formados deverá construir carreira em Mossoró ou em municípios circunvizinhos. "Não sei precisar quantos destes médicos deverão permanecer na região, mas é certo que a maioria deverá ficar por aqui", frisa o diretor.
Antônio Leite avalia que a tendência é que na medida em que novas turmas forem se formando o déficit de especialistas na cidade seja suprido. "Mas isso é uma realidade que será construída de forma gradativa e a longo prazo", prevê. Para ele, o fato de a sede da Faculdade de Medicina ser em Mossoró faz com que os então estudantes criem um laço de afetividade com o cotidiano do município e despertem o desejo de trabalhar na região.
"Quando um estudante de Mossoró ou de outra cidade vai estudar fora, como em Fortaleza ou Campina Grande, as chances de ele voltar e trabalhar na sua cidade de origem são muito poucas. Mas quando o estudante de Mossoró, de municípios do Rio Grande do Norte ou até mesmo de outros estados, passa quatro anos estudando, estagiando, convivendo com a realidade local, a probabilidade que ele fique na cidade do curso é bem maior", ilustra Leite.
Neste sentido, a criação do curso de Medicina em Mossoró é um primeiro passo para melhorar o serviço de saúde, uma vez que potencialmente irá aumentar a quantidade de médicos atuando no município.
Todavia, segundo Antônio Leite, esse aumento na demanda deverá ser sentido no município somente daqui a três anos, quando a primeira turma de médicos da Uern formada ontem voltarem de suas respectivas especializações. "Os médicos recém-formados permanecerão por aqui até dezembro. Em janeiro, eles vão fazer residência e depois de concluído, a grande maioria deverá retornar para Mossoró e região", diz. E a tendência é que a mesma situação apresentada se repita com as turmas subsequentes.
FONTE: JORNAL O MOSSORÓENSE
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